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As casas portuguesas ao redor do mundo

Autor: Gabriela Lapagesse
05 out
Pesquisadora ministra a palestra Produtores Midiáticos na Diáspora Portuguesa
Sónia Ferreira conversando com os estudantes da ESPM Rio. Foto: João Victor Borges

O Grupo de Pesquisa Consumo e Sociabilidades da ESPM Rio realizou a palestra Produtores Midiáticos na Diáspora Portuguesa: apontamentos sobre um grupo profissional migrante, em 29 de setembro, no Auditório da unidade. A pesquisadora portuguesa, integrada do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) e associada da Unité de Recherches Migrations et Societé (URMIS), de Nice, Sónia Ferreira, compartilhou sua experiência sobre emigração portuguesa para um público que lotou o espaço.

O termo diáspora significa o deslocamento de grandes massas populacionais para várias áreas distintas. Entre 2007 e 2008, Sónia passou a estudar o processo migratório do povo português para o Canadá, a França e o Brasil. A escolha do primeiro país se deu por ele ter um aspecto multicultural e ser notadamente conhecido por receber com frequência pessoas de fora. A França, segundo Sónia, se tornou objeto de pesquisa por causa do modelo laico do governo e o Brasil, por sua vez, pela proximidade da língua e também por ter uma relação muito particular com Portugal. “Acabaram sendo três contextos diferentes e era justamente isso que eu queria. As migrações, em boa parte, de acordo com o que observei, se deram por questões econômicas. Essas famílias foram tentar uma vida melhor em outro local. Existem grupos que decidiram sair de Portugal pensando em voltar futuramente, mas quando viram os filhos casando e se estabelecendo, entenderam que não voltariam mais ao país de origem”, apontou.

Segundo Sónia, ao longo dos anos, o conceito de migração se transformou. “Hoje em dia, acho mais correto falarmos em mobilidade, porque existe uma flexibilização. Por exemplo, a pessoa está em um país, mas, com frequência, visita outro. Isso acontece muito na Europa”, explicou a pesquisadora, que está há dois anos no Brasil e que, todo mês, visita a França.

O objetivo da análise é observar como os portugueses vivem nesses três países predeterminados e que mídia é produzida por eles nos novos destinos. Segundo Sónia, os jornais, programas de rádio e de TV elaborados por eles têm um caráter muito familiar. “A gente não encontra grandes veículos de comunicação. Costumam ser jornais, por exemplo, escritos pela mulher, aí o editor é o marido e por aí vai. E são meios de comunicação que circulam mais dentro da própria comunidade portuguesa naquele local. Por exemplo, no Brasil, analisei o caso específico do Rio de Janeiro. Só há dois jornais e duas revistas portuguesas. Existem programas de rádio, mas não um dial português e nem uma TV portuguesa. E, normalmente, quem produz estes conteúdos são pessoas que o fazem como uma espécie de relembrar costumes e cultura, mas que não vivem financeiramente disso”, comentou.

Trabalho de campo

A pesquisa de Sónia gerou interesse dos estudantes de Jornalismo, que começam a ter aulas sobre trabalho de campo e como pode ser feita a abordagem a entrevistados na rua. “Este encontro ajudou os alunos de Jornalismo, eles estão começando no campo, é um aprendizado, mesmo aos poucos. É importante na formação deles ouvir uma pessoa contar a experiência. Faz parte assistir a conteúdos que dialogam com o que eles estudam, por isso, a importância de trazer pessoas de fora”, comentou a professora de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda da unidade Rio, Silvia Borges.

Quando questionada sobre a abordagem que fez com seus entrevistados, Sónia disse aos estudantes que tentava ser o mais discreta possível. “A ideia era saber como era a vida no novo país. Não queria mexer na rotina deles. O fato de ser mulher me ajudava na questão da proximidade. Também me abria portas quando eu dizia a eles que tinha conseguido o contato deles com alguma pessoa que eles conheciam. Isso facilitava e eles ficavam mais à vontade. O que eu achava graça era quando eles queriam tirar fotos ou até quando alguém envolvido em alguma mídia queria me entrevistar, pois eu não conseguia ver muito sentido em estar envolvida com o objeto da pesquisa e ter que falar sobre ele. Era fazer um objeto em cima de um objeto”, explicou.

Sónia disse ainda que, durante a pesquisa, era comum observar impasses entre os próprios imigrantes. “Já assisti a momentos em que eles discordavam sobre aspectos como o que define a origem portuguesa, o que é legitimamente português. Existe um choque também de gerações e tudo isso pode ser notado até nas mídias produzidas por eles. Por exemplo, há programas de rádio em que eles acreditam que deva tocar fado, que remete à origem portuguesa, mas há jovens envolvidos nestes projetos que acreditam que o fado não representa mais esta geração e que é importante ressaltar o rock português, e que, isso, sim, os remeteria à terra natal”.

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Quem Escreve?

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Gabriela Lapagesse

é jornalista formada pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso, com MBA em Relações Internacionais pela Fundação Getúlio Vargas. Teve passagens pelas redações do Jornal O Globo, TV Globo, Band, SBT, Jornal do Brasil, Bandnews FM, CBN. Atualmente é assessora de imprensa da ESPM Rio

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