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“Soy louco por ti, América”

Autor: Regina Lima
11 ago
México e Colômbia passam Argentina, destino histórico dos investimentos diretos estrangeiros das multinacionais brasileiras nos últimos anos
Da esquerda para a direita: Gabriel Vouga Chueke, Cláudia Colaferro, Célia Marcondes Ferraz e Cícero Domingos Penha. Foto: Regina Lima

O Observatório de Multinacionais Brasileiras da ESPM apresentou sua pesquisa sobre os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) na América Latina, de 1969 a 2015, durante o III Fórum de Internacionalização: estratégias de expansão para a América Latina, realizado no Campus Rodolfo Lima Martensen (pós-graduação) da ESPM-SP, em parceria com a ESPM Consult, nesta terça-feira, 9 de agosto.

A pesquisa, feita pelo coordenador do observatório, Gabriel Vouga Chueke, foi produzida a partir de uma amostra de 464 subsidiárias brasileiras, localizadas em 16 países latino-americanos, em diferentes setores industriais. A amostra analisa operações como escritórios de vendas, centros de distribuição e plantas industriais. “Concluímos que a América Latina é o primeiro destino dos investimentos brasileiros no exterior. A proximidade geográfica, o crescimento dos mercados consumidores, a semelhança cultural e as condições econômicas e políticas favoráveis à realização de negócios são os principais fatores”, explicou Chueke.

Os dados analisados apontam que, historicamente, a Argentina sempre foi o destino preferencial das multinacionais brasileiras, recebendo 30,07% dos IEDs; em segundo lugar, o México, com 14,03%; em terceiro, o Chile, com 11,36%; em quarto, a Colômbia, com 10, 47%; em quinto, o Peru, com 9,13%, seguidos de Uruguai, Venezuela, Bolívia, Paraguai, Equador, Costa Rica, Porto Rico, República Dominicana, Panamá, Cuba e El Salvador.

Por sua vez, quando foi feito o recorte dos últimos anos, ficou evidente que a Argentina perdeu atrativos, e o México e a Colômbia tornaram-se destinos mais interessantes. “O Chile, que deveria ser outro destino prioritário, ainda é mal explorado pelas multinacionais brasileiras, e o Panamá e Porto Rico, ótimos países para potenciais investimentos, ainda não fazem parte dos planos estratégicos das empresas brasileiras. Os empresários brasileiros agem pensando apenas em tamanho de mercado consumidor e lucro. Poucos tem visão estratégica de longo prazo para investimento em IED”, explicou Chueke.

Além da apresentação da pesquisa, o Fórum contou com um debate sobre os dados expostos. Para apresentar exemplos de investimento na América Latina e explicar quais as barreiras, dificuldades e diferenças culturais mais marcantes ao entrar em países como Colômbia, Peru, Chile, Panamá, Argentina, México, entre outros, foram convidados a presidenta da Dentsu Aegis Network (DAN) para a América Latina, Cláudia Colaferro e o vice-presidente corporativo de talentos humanos do Grupo Algar, Cícero Domingos Penha. A diretora da ESPM Consult, Célia Marcondes Ferraz, realizou a mediação do debate entre os dois convidados e o coordenador do observatório.

Cláudia trouxe a visão de executiva; foi expatriada no Chile há alguns anos, quase sofreu um atentado à bomba na Colômbia, em 1999, por representar uma multinacional estadunidense naquela época, a Unilever e, hoje, percorre toda a América Latina pela DAN em negociações nos modelos Aquisição, International Joint Venture (parceria estratégica para compartilhar o controle de uma operação no estrangeiro) e Greenfield (abertura de operação desde o início: escolha do local do investimento, obtenção de licenças, contratação de funcionários etc.)

Ela contou que consideram 45 países na América Latina, pois a empresa contabiliza todas as ilhas. “O México vive um momento muito interessante, porque cresce a reboque dos Estados Unidos”, ressaltou. “Por sermos uma operação de prestação de serviços, precisamos muito de uma equipe qualificada e inovadora e, a Argentina, nos oferece profissionais com esse perfil. O país tem uma base educacional muito forte, o que é primordial para uma empresa que busca cérebros, como é o caso da DAN. Mesmo com crise econômica, a Argentina ainda é o melhor destino”, explicou ao comentar a pergunta de Chueke sobre o motivo de investirem nas cidades do país vizinho.

Penha, do Grupo Algar, explicou que a empresa realizou a internacionalização para a Argentina e o Chile por motivos diferentes dos relatados por Cláudia, pois no caso da multinacional brasileira, eles adquiriram uma empresa que tinha operações nos dois países. “Não estava ainda em nossos planos sair do Brasil, mas como compramos a empresa que já estava lá, o processo acabou ocorrendo”. A experiência na Colômbia está sendo positiva. “O colombiano é muito receptivo, apresenta um enorme interesse em aprender, e os jovens mostram vontade de crescer profissionalmente”, comentou.

A executiva da DAN ainda comentou de outras nações, como o Peru ‒ que, segundo ela, é um mercado muito interessante para multinacionais que pretendem investir para atender um consumidor que necessita de bens mais básicos e que oferece maior penetração de crescimento por categoria de produto com esta característica ‒, e os nossos vizinhos paraguaios. “O Paraguai tem agora uma lei muito interessante para quem deseja produzir naquele país. A empresa envia a matéria-prima sem pagar impostos e produz em seu território. As únicas taxas que deverá pagar são referentes aos salários”, destacou.

Falou ainda do Panamá, destino que, segundo a pesquisa do observatório, oferece características positivas para receber investimentos de multinacionais brasileiras e que ainda é pouco explorado. “Recomendo que os empresários brasileiros observem com atenção o Panamá, pois ele está localizado em um ponto estratégico, com ótima infraestrutura e saída para os dois mares (Atlântico e Pacífico), sem falar na política tributária, que é muito favorável”, completou Cláudia, afirmando que três grandes clientes da DAN estão nesse país.

Metodologia e base de dados

O observatório desenvolveu uma metodologia exclusiva e possui números inéditos no mundo sobre as multinacionais brasileiras. Sua base inclui dados primários, números de ambiente de negócios e de renomados institutos. Essa base exclusiva vem sendo montada desde 2007. Para saber mais, acesse o link.

 

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Quem Escreve?

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Regina Lima

é jornalista, atua na área de assessoria de imprensa e comunicação corporativa há 20 anos. Atualmente, atende a ESPM pela SPGA. Mestranda do PPGCOM-ESPM, realiza pesquisa na linha da Comunicação, Educação e Consumo com crianças e jovens da Vila Brasilândia.

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