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A vez da Economia Criativa

Autor: Gabriela Lapagesse
09 nov
Edição Carioca do III Ciclo ocorreu no Centro Cultural Light e discutiu a economia criativa
O diretor do CAEPM, Ricardo Zagallo, durante a abertura do III Ciclo ESPM no Rio de Janeiro. Foto: Bernando Faria

Com a proposta de levantar questões para pensar o País pelo olhar dos próprios brasileiros e toda a sua diversidade o Auditório do Centro Cultural Light, no Rio de Janeiro, recebeu , em 4 de outubro, a edição carioca do 3º Ciclo ESPM Brasil: Múltiplas Identidades. Desta vez, o tema do encontro foi Brasil criatividades, que contou com a troca de experiências de profissionais e questionamento de alunos da ESPM Rio sobre desse assunto tão atual que é a Economia Criativa. O ciclo é organizado pelo Centro de Altos Estudos da ESPM (CAEPM).

Na primeira parte do evento, o professor de pós-graduação da ESPM Rio, na disciplina Gestão de Negócios em Audiovisual e ex-aluno da unidade, Fernando Morgado, falou sobre as transformações do rádio ao longo do tempo, um meio de comunicação considerado tradicional, mas que se reinventou quando foi parar nos elevadores e na internet, por exemplo. Como objeto de estudo, Morgado deu o exemplo da Rádio Atlântida, criada em 1981, que se tornou uma verdadeira “fonte da juventude” em termos de renovação de público. Segundo o professor, foi através dessa estação que se criou um dos festivais de música mais conhecidos do país, o Planeta Atlântida, que contribui para a fidelização da rádio, além da ampliação e da exposição da marca.

A professora da área de Inovação da ESPM Rio, Bia Russo focou na questão da criatividade. “Vivemos uma crise de criatividade. Precisamos inovar. O sistema educacional mata a criatividade, forçando uma educação voltada para o mercado de trabalho”, disse.

Segundo Bia, por causa disso, a habilidade das pessoas para encontrar soluções para questões profissionais e econômicas é prejudicada. De acordo com ela, a internet aparece não somente como um meio de reprodução de ações, as quais as pessoas já estão acostumadas, como também uma possibilidade de criação de soluções para os problemas que se apresentam. Ela ainda apresentou os conceitos de design thinking, que é o encontro de formas eficazes de resolver problemas, e design being, que, em resumo, significa o reaprender a ser criativo, um termo que vem sendo muito discutido atualmente.

Voltando-se especificamente o aspecto econômico da Economia Criativa, o professor da ESPM do Sul, Fabio Pesavento, fez uma palestra voltada para a saída da crise econômica. Segundo ele, o momento é catastrófico, mas em 2017 o país poderá voltar a crescer. “Temos os seguintes problemas: endividamento das famílias, a inflação, a queda da renda real e a falta de confiança dos empresários em apostar no Brasil”, comentou.

De acordo com Pesavento, a saída da crise está na aposta do governo em reforço da indústria, além de reformas estruturais, como a trabalhista e a previdenciária. “Além de as pessoas não gostarem de pensar diferente, quem abre uma empresa hoje no Brasil tem uma série de problemas, como falta de mão de obra qualificada, burocracia, carga tributária alta e falta de infraestrutura”, concluiu.

Memória definida pela mídia

Na segunda parte do evento, a professora de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da ESPM Rio, Lucia Santa Cruz, falou da questão da memória, como ela é formada e se o que as pessoas lembram são realmente vivências delas ou se são fatos vistos ou lidos em algum lugar. “Até o início do século XX, a memória era um fenômeno individual. No início do século XX surgiu o conceito de memória cultural e a mídia tem um papel importante nisso. Tudo o que a gente lembra ao final de um ano ou de uma década tem a ver com a forma como a mídia fez a cobertura de determinados fatos”, relatou a professora, usando o exemplo do 11 de setembro e o ataque sofrido pelos Estados Unidos em 2001.

Segundo ela, o jornalismo coloca foco em alguns assuntos e não em outros, e é isso que produz a memória social das pessoas. Esta memória, de acordo com ela, é usada para produzir novos produtos, com novas roupagens. “Já que o futuro é uma incógnita, então vamos viver o presente com uma pitada de passado. Por isso o retrô está na moda, como o Canal Viva, que é todo voltado para programas antigos. A nostalgia também está na moda. Passamos a sentir falta até do que não vivemos, de coisas que aconteceram quando nem éramos nascidos”, explicou.

De acordo com Lucia, é preciso criar mecanismos de lugares de memórias para não as esquecer diante do grande volume de informações recebido. A Economia Criativa, segundo ela, bebe nesta memória cultural de identidade de um povo e aponta caminhos para entender o presente.

A memória e o cinema

Professora de Jornalismo e Cinema da ESPM Rio, Talitha Ferraz falou sobre as potências criativas da sala de cinema, sobre esses espaços que nos tiram da realidade e onde há um compartilhamento de emoção, além da análise destas áreas como equipamento urbano. A ideia não era debater os cinemas de shoppings, mas sim os de rua, que, no Brasil, a partir dos anos 2000, passaram a ser raros. “O cinema participa da nossa configuração de afetos, de memória, de quem a gente é, de quem a gente não sabe que é”, disse.

Talitha falou de toda a construção da memória a partir do cinema, do equipamento (o prédio como ele é), daquilo que ele engloba (as emoções vividas ali, a forma como a gente se relaciona com as pessoas que estão na sala, desde a fila, as escolhas que são feitas), a experiência de vida ligada a ida ao cinema. Ainda de acordo com ela, por causa da arquitetura grandiosa, muitos cinemas viraram igrejas. Mas existe uma pequena iniciativa de retorno destes espaços, atualmente muito mais na forma de lonas culturais. E ela finalizou com alguns questionamentos. “Quem vai operar estes espaços? Iniciativa privada? Políticas Público Privadas? Serão espaços democratizados?”, comentou Tatlitha, citando o exemplo do Imperator, na Zona Norte do Rio, uma casa de shows, que foi reaberta.

A coordenadora da linha em Design e experiência do Mestrado Profissional em Gestão da Economia Criativa da ESPM Rio, Isabella Perrotta, falou sobre a memória do design no Brasil e sobre o tema Há 50 anos comendo e lavando, comendo e lavando sobre Karl Heinz Bergmiller, um dos responsáveis pela implementação do design no Brasil. “Segundo ele, design é traduzido em artigos que você usa há 50 anos e continuam funcionando. É ser funcionalista”, explicou a professora que fez este projeto em vídeo com diversos entrevistados, incluindo o próprio Bergmiller, que mostrou um garfo e uma faca, usados por ele até hoje.

Desenhos como um novo caminho

Quem encerrou as palestras foi o publicitário Victor Azambuja, que dividiu com os alunos a sua experiência de sucesso. Ele trabalhou nas mais renomadas agências publicitárias, ganhou prêmios, passou tempos fora do país e, a partir de desenhos feitos pelos próprios filhos, lançou dois novos projetos, o De criança para criança e o Criando Juntos. As histórias viraram vídeos e têm sido usadas nas escolas, porque tratam de temas como bullying. Ele deu o exemplo de como transformou a própria vida e a da família com esta iniciativa. “O bacana não é só o produto final. É ver como tudo acontece, como são feitos os desenhos. Os projetos deram tão certo que oferecemos para escolas para que mais crianças façam seus desenhos. E este envolvimento todo é bacana. Tenho 50 anos e não fui um bom aluno. Hoje, não quero mais sair da escola”, concluiu.

As palestras geraram muita curiosidade de alunos, que fizeram diversas perguntas sobre criatividade, economia e mudanças no sistema educacional. Veja os melhores momentos nas fotos de Bernardo Falcão:

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Quem Escreve?

imagem de Gabriela Lapagesse

Gabriela Lapagesse

é jornalista formada pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso, com MBA em Relações Internacionais pela Fundação Getúlio Vargas. Teve passagens pelas redações do Jornal O Globo, TV Globo, Band, SBT, Jornal do Brasil, Bandnews FM, CBN. Atualmente é assessora de imprensa da ESPM Rio

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