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O aluno me irritava com seu comportamento, e eu o julguei mal

Autor: José Luiz Tejon
15 abr
“Se apenas uma pessoa não gosta do trabalho, parece uma desaprovação geral…”

Pois diz a sabedoria: Não julgueis. Mas se julgares assuma suas imperfeições e seus erros. Portanto o sentimento de culpa que nos sobra perante um julgamento equivocado não se desanexe nunca. Na melhor das hipóteses que sirva de aprendizado e que seu registro possa ser compartilhado.

Uma aula especial “in company”, e como sempre me orgulho muito das minhas aulas e conferências, pois me engajo profundamente e as enriqueço com vários ingredientes atraentes. Faço isso com imenso prazer, e também em honra aos meus períodos de convivência com os movimentos teatrais na juventude. Além de admirar profundamente os brilhantes professores dos “cursinhos “, para mim aulas e conferências são espetáculos, sim. Tem o compromisso de comover, de buscar transformações em velocidade, afinal, a missão da educação está em educar para todos. E nisso, há uma arte ao modo de “Stanislaviski”, que está na minha tese de mestrado pelo Mackenzie e a disposição de todos no meu site.

Mas, aí vem a coisa do julgamento errado. Nessa aula, um dos alunos se comportava com ar de enfadonho, de desdém. E nada pode irritar mais um conferencista do que alguém na plateia “enfadado”. E pior, demonstrando isso. Levantou várias vezes, saiu, entrou. E quando sentado, estava com uma cara distante, longe e chegou ao cúmulo de “bocejar”. Imagine só…bocejar em meio à minha total entrega, emoção, vibração na aula!? Uma ofensa ignóbil. Passei a dirigir abordagens veementes de atitudes (a conferência versava sobre liderança, vendas e superação), olhando diretamente para esse indesejado participante, aluno. Era jovem, cara de “tô nem aí”. Terminada a palestra/aula, todos aplaudindo de pé, e eu de olho no “infeliz”. Foi o primeiro a se levantar e sair imediatamente da sala.

Que droga, pensei eu. A gente sabe. Se apenas uma pessoa não gosta do trabalho, parece uma desaprovação geral… Mesmo com muitos cumprimentos, fotos, autógrafos, aquele aluno não me saia da cabeça. Por que ele foi tão ausente? O que eu não fiz para atrair e engajar esse particular participante? A aula terminou no final do dia, e no início da noite fui jantar. Estava sozinho ali, já pensando nas outras tarefas quando pedem para sentar na minha mesa, dois estudantes. E incrível, um deles era exatamente o meu ” desafeto “. Estavam chegando de alguma prática esportiva, com short e camisetas, e então perguntei: “e aí como foi o futebol?”. E exatamente aquele a quem eu perseguia todo o tempo da conferência, falou e me calou ” professor eu não pude jogar, pois estou com dengue. Estou muito abatido, mas fiz questão de me esforçar para participar de sua palestra o máximo que pude… Precisei sair de vez em quando, estou tomando muita água, tenho sonolência, e olha só (levantando a camiseta) estou todo pintado como se fosse alergia… Mas professor, adorei sua lição e explanação, muito obrigado”

Cai no remorso. O aluno que me irritava profundamente por falta de atitude, era exatamente o que tinha a mais significativa atitude de todos. Ali estava mesmo com dengue, assistindo minha apresentação…

Ou seja, esse jovem não estava “enfadado” estava sim “dengoso”, e mesmo assim, compareceu e aprendeu.

Não julgueis para não serdes julgado, ainda que exclusivamente pela própria consciência, o mais poderoso e cruel juiz dentre todos.

Os textos do Prof. Tejon são originalmente publicados no blog Cabeça de Líder do Portal Exame e republicados às sextas-feiras em +ESPM. Todas as informações e opiniões expressas no texto são de responsabilidade do autor.

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Quem Escreve?

imagem de José Luiz Tejon

José Luiz Tejon

é professor de Agronegócios da Pós-Graduação da ESPM-SP

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