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Reflexão, experiência singular e afeto

Autor: Guy Almeida Jr.
13 fev
Professor Marcus Vinicius da Cunha traz a filosofia educacional de John Dewey aos professores de Graduação da ESPM-SP

O ato de educar, concebido a partir da reflexividade, na qual o interesse do educando é problema inicial de um processo, este que será o ponto mais importante da aprendizagem. Esses foram alguns pontos abordados na Academia de Professores Aprendizagem Ativa na filosofia educacional de John Dewey, com a presença do livre-docente em Educação pela Unesp e professor-associado da Universidade de São Paulo (campus Ribeirão Preto), Marcus Vinicius da Cunha, na manhã de 10 de fevereiro na ESPM-SP.

Assim, como o personagem da fala, que não propõe um roteiro prático para aplicação de sua teoria – pois cada sala de aula é única –, Cunha iniciou sua fala, com a modesta expectativa de não esgotar o assunto, mas “deixar em minha fala várias lacunas para que vocês possam criar questões”, desejou.

Cunha apresentou como os conceitos da filosofia de John Dewey, baseadas na corrente do Pragmatismo, se relacionam com as Aprendizagens Ativas. O professor ressalvou não haver uma teoria específica do que são as Aprendizagens Ativas, mas uma série de autores que se notabilizaram por iniciativas do gênero durante o século 20, dentre as quais, John Dewey, afirmou Cunha, teve a mais influente e duradora concepção filosófica e educacional. “Não há uma visão única do que seja a aprendizagem ativa, mas há uma forma peculiar a todos: opor-se a uma forma de ensino chamado tradicional”

Assim, contou um pouco da vida do autor como a experiência da Laboratory School, na Universidade de Chicago. “Foi absolutamente inovadora, as professoras tinham enorme liberdade para trabalhar. A partir dela, Dewey foi formulando suas teorias e as criou para colocar em prática as concepções filosóficas que tinha”, comentou o convidado, que também destacou a principal obra de Dewey, Democracia e educação (1916).

A educação como reflexão e a reflexão como experiência singular foram os conceitos da teoria deweyana enfatizados por Cunha. “Dewey é bastante claro, quando dizia que a educação era uma forma de pensar de maneira reflexiva. Ele considerava que a maneira de o aluno pensar era ao ser colocado em ação, da mais autônoma possível”, explicou, defendendo que essa visão faz com que ocorra um rompimento na dicotomia professor/aluno, pois o professor atua como fonte de informações para auxiliar o aluno elaborar o raciocínio que pesquisou.

Neste ponto de sua fala, explanou a questão do pragmatismo. “O pensamento, para Dewey, tem função instrumental, traz uma solução, mas nunca a definitiva, válidas para o agora. É um universo antidogmático, pois se recusa a compactuar com qualquer valor como definitivo. Ele tende a nos levar para um campo distante do isto ou aquilo”, afirmou, mas ressalvou, “Não quer dizer que ele está no campo da inação, pelo contrário, ele está fugindo do absoluto.”

Sobre a experiência singular, o professor versou que o processo de investigação é onde se dá a aprendizagem, com a interação, pois há a ação do individuo sobre o objeto e do objeto sobre o individuo. Cunha foi enfático ao colocar que a experiência singular afeta a emoção, assim um problema trazido ao estudante não pode ser alheio a ele. “Aquilo que vem exclusivamente de fora não atua sobre mim. Não é uma experiência educativa, pois não há como raciocinar sem paixão”, colocou.

No segundo momento do evento, os docentes foram convidados a uma atividade ativa. Na sala híbrida do curso de design, reuniram-se em grupos, com cerca de cinco integrantes cada, e elaboraram uma pergunta com base na filosofia deweyana. No retorno ao auditório, Cunha tomou os questionamentos para a conclusão de sua fala. Alguns dilemas foram recorrentes nas indagações, como a relação das aprendizagens ativas com as questões burocráticas que regem o ensino e as avaliações. “A avaliação que usamos quer transformar em medida algo que é incomensurável, pois como eu disse, a aprendizagem tem por base o afeto”, concluiu Cunha.

 

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Quem Escreve?

imagem de guyalmeidajr

Guy Almeida Jr.

é jornalista e mestre em Comunicação e Práticas de Consumo, foi editor da revista e blog ESPM+ (entre 2008 e 2014). Atualmente é editor e co-criador do +ESPM.

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