Menssagem de erro

  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Undefined variable: crumbs em blog_espm_breadcrumb() (linha 27 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/themes/blog_espm/template.php).

Crônicas da Guarita: bem-vindos à Ilha do Encanto (não aos EUA)

Autor: Guy Almeida Jr.
22 out
Leia o primeiro capítulo da série Crônicas da Guarita, sobre a ilha de Porto Rico

A guarita é um dos símbolos da Ilha de Porto Rico. Foto: Guy Almeida Jr.

“Bem-vindos aos Estados Unidos da América”. A enorme placa no Aeroporto Internacional Luiz Muñoz Marin tenta nos impor uma certeza: a de que estamos em solo ianque. Porém, com alguns passos para além dos limites da imigração (com direito àquela figura estereotipada do policial americano), qualquer tentativa de impor uma certeza é rapidamente contestada e se desmancha.

Nesse momento, nossos sentidos estranham e não concebem o local como dizia a placa. Alguns aspectos nos dão a entender que estamos nos EUA, outros não. Enquanto os olhos avistam táxis furgões – que mais se parecem com a viatura do seriado Esquadrão Classe A –, os ouvidos são tocados pelo spanglish (mistura dos idiomas espanhol e inglês), e o restante do corpo assa sob o calor equatorial do Caribe. Eis que a constatação da realidade nos aflora: que ianque, que nada, estamos na casa dos boricuas, nativos residentes da Isla del Encanto (Ilha do Encanto) ou, simplesmente, Porto Rico.

O interesse americano na Ilha do Encanto tem a ver, entre outras coisas, com sua localização privilegiada, à entrada do Caribe, vindo da Europa pelo Atlântico. Assim, a ilha, embora compreendida como um país, é um estado livre associado aos Estados Unidos, tendo o dólar como sua moeda e Barack Obama como o chefe de estado. Detalhe: há mais porto-riquenhos nos 50 estados americanos que em Porto Rico.

San Juan, sua capital, é a segunda cidade fundada pelos espanhóis na América. A cidade inicia-se no alto de um morro defronte à imensidão do Atlântico. Nas extremidades da encosta, dois fortes, denominados de castelos (Castillo San Critóbal e Castillo San Felipe del Morro), entre eles, um parque, o belíssimo cemitério Santa Maria Magdalena de Pazzis e uma comunidade carente, provavelmente indesejada pelo governo local.

Os fortes são formados por vários pátios, salas que, se no passado serviam de aposentos, hoje são lojas de souvenirs. Nos pontos mais altos e próximos ao penhasco, canhões e guaritas que protegiam a ilha de invasores. A guarita é um dos símbolos do País, está até cunhada na moeda de 25 centavos de dólar. Ela nos inspira. Crônicas da Guarita é uma série de crônicas da capital de Porto Rico que será publicada no +ESPM, em decorrência da viagem deste editor para representar a ESPM no Seminario Alaic 2015.

Além dos fortes, caminhar pela Velha San Juan (Old San Juan ou Viejo San Juan) é um exercício interessante, desde que seja possível a fuga do sol. A cidade parece o charmoso bairro parisiense de Montmartre, porém com mais cores e incrustado no meio do Caribe. Como uma boa cidade histórica bem conservada, as ruas são de paralelepípedos, e os turistas se misturam aos habitantes locais, que parecem aproveitar bem o espaço público.

As casas e edificações do centro histórico remetem ao período colonial, curiosamente é do alto delas que saem os postes que suportam os cabos da rede elétrica. Em meio à sensação de passado, surge o presente, com lojas de grifes e carros modernos. A cultura do carro é um dos aspectos americanos mais evidentes em todos os pontos de Porto Rico.

Alguns museus também estão na Velha San Juan, como o Museo de Arte e Historia de San Juan, Museo de Nuestras Raíces Africanas e o Museo de las Américas. O bairro histórico segue assim, com vários pontos culturais até a baía de San Juan, onde enormes cruzeiros atracam, e turistas descem para consumir na Ilha do Encanto. Diversas lojas de souvenirs cobram muito caro por uma lembrança da Ilha

Não há dúvidas que ali é o ponto turístico para o consumo da cidade. Há alguns restaurantes sofisticadíssimos onde se pode saborear o tradicional Mofongo, prato da região feito a partir de purê de banana da terra servido com diversos tipos de recheio (carne bovina, suína etc.). Como era de se esperar, esses lugares desejam atrair o turista, assim, apelam para o resgate às tradições que talvez o próprio boricua não tenha muito o hábito de conviver no dia a dia.

Saindo um pouco do circuito turístico, percebe-se que a população é muito receptiva, porém, muitas vezes, aparentam um ar blasé. Chega a ser engraçado quando estão de acordo com você e dizem “OK” num tom extremamente mole, que a pronúncia se assemelha a um “ó-guêi”. Há ainda muitos dominicanos pelas ruas, por todos os lados.

A cultura do carro faz com que o transporte público seja pouco utilizado. O metrô possui apenas dois ou três vagões, dependendo do horário de funcionamento. O funcionamento dos ônibus é relativamente precário, pois demoram muito. É possível ficar mais de uma hora esperando debaixo do sol intenso. Pelo menos, quando entramos neles, podemos desfrutar de ar-condicionado, praticamente uma condição de existência local. Confira algumas fotos:

A vida social

As pessoas são extremamente conectadas, para todos os lados é possível avistar as pessoas mexendo em seus smartphones. No entanto, a população conversa muito entre si em spanglish. Eles mudam de um idioma para outro de forma tão natural e rápida que fica muito difícil de acompanhar. A relação do porto-riquenho com o espaço público é muito interessante, eles aparentam utilizá-lo ao máximo, e a praia é a prova disso. É lá que podemos encontrar a sociedade aproveitando um dos poucos prazeres da vida que não custa nada ou quase nada. Escambrón é uma praia bem tranquila, com um público bem diversificado.

Aos poucos, famílias chegam em suas SUVs e delas tiram todo tipo de acessórios possíveis para aproveitar um domingo na praia (churrasqueiras, guarda-sol, equipamentos esportivos, sistemas de som sofisticados e até um berço para que o bebê não fique de fora) e passam o dia aproveitando tudo o que a generosa natureza permite.

Nem só de vivência no espaço público vive a população local. Um templo do consumo e da vida social porto-riquenha é o shopping center Plaza Las Américas, o maior de todo o Caribe. Gigantesco, possui muitas redes americanas conhecidas internacionalmente – Macy’s, J. C. Penney, Target, Sears, Taco Bell, GAP, Disney, Aéropostale, Victoria Secret’s, MAC, entre outras. Há ainda cinemas, uma enorme praça de alimentação e demais atrações de um shopping.

A cultura do carro aparece mais uma vez no enorme estacionamento e na exposição de modelos que as marcas fazem no corredor do centro de compras. É uma festa do consumo. Não por acaso, ou talvez sim, o shopping estava repleto de militares da Marinha Brasileira que estavam com o navio atracado no porto e ali foram para fazer suas compras. Este é um breve relato sobre San Juan. Na próxima crônica, vou continuar a falar do consumo e, mais especificamente, das marcas genuinamente porto-riquenhas. Acompanhe!

  • Compartilhe:

Quem Escreve?

imagem de guyalmeidajr

Guy Almeida Jr.

é jornalista e mestre em Comunicação e Práticas de Consumo, foi editor da revista e blog ESPM+ (entre 2008 e 2014). Atualmente é editor e co-criador do +ESPM.

Relacionados