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Um designer deve ser estratégico

Autor: Guy Almeida Jr.
04 abr
Ricardo Leite ministra Aula Magna de Design na ESPM-SP
Ricardo Leite apresentando sua trajetória na Aula Magna de Design. Foto: Carol Sperandio

Há algo em comum entre capas famosas de discos do rock nacional dos anos 80, a marca do escritor Luis Fernando Veríssimo e a marca do aniversário de 450 anos da cidade do Rio de Janeiro? Sim: o fato de serem criados pelo mesmo profissional, Ricardo Leite.

O atual CEO da Crama Design Estratégico veio do Rio de Janeiro para ministrar a Aula Magna de Design da ESPM-SP, em 1º de março, na ESPM-SP. A motivação de sua vinda, segundo a diretora nacional dos cursos de Design da ESPM, Ana Lúcia Lupinacci, foi por causa da envergadura da carreira de Leite no mercado. “A gente sempre busca trazer profissionais com um trabalho e postura relevantes”, disse.

Para se aproximar do público, composto por estudantes dos cinco primeiros semestres do curso, o convidado iniciou sua fala se afirmando como “aluno com experiência no mercado. Eu sou você amanhã. Um dia eu estava sentado aí e sei bem o que é ser aluno”, brincou.

Sua paixão pelo design vem de cedo, tanto que os primeiros desenhos apresentados foram os de infância, quando seus traços eram muito influenciados pelos quadrinhos. Sua relação é tão íntima com os traços que o próprio Leite define a inexistência de divisão entre o trabalho e a vida pessoal: “Eu nunca trabalhei na vida, ou sempre trabalhei, porque sempre fiz a mesma coisa”, declarou e passou a contar sua trajetória.

Os primeiros passos profissionais ocorreram aos 14 anos, quando entendeu que, além de desenhar, podia escrever histórias e, assim, criou uma revista em quadrinhos com o personagem Judoka. A partir do protótipo, ganhou um estágio na EBAL, a grande editora de quadrinhos da época.

Outra virada de sua vida ocorreu ao cursar a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, quando descobriu o design por acaso. Além das artes plásticas, Leite passou a perceber a importância do design estratégico. “Na Belas Artes, os professores diziam que eu não era artista, mas artista gráfico e assim deveria resolver projetos”, lembrou.

Nesse momento da fala, Leite focou em seus trabalhos, mostrou seu portfólio de capas de discos que vão desde bandas do rock nacional dos anos 80 até de outros estilos, nos anos 90. Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Ed Motta, Lulu Santos, Biquíni Cavadão, Alceu Valença, Zé Ramalho, Erasmo Carlos e Só Para Contrariar, foram alguns dos exemplos. “O disco do Só Para Contrariar vendeu 3 milhões de cópias, e eu virei o ‘darling’ (queridinho) dos grupos de pagode”, falou.

Ele ainda explicou como foi o processo de criação da marca Luis Fernando Veríssimo para as capas de seus livros que seriam relançados pela editora Objetiva, no início dos anos 2000. Na ocasião, o designer esculpiu uma caricatura do autor em argila e trouxe mais cores às capas de obras como As Mentiras que os Homens Contam e Comédias para se Ler na Escola. O trabalho resultou em sucesso de vendas, mas que foi relativizado pelo convidado: “Eu, quando faço isso, não estou preocupado em ganhar dinheiro, mas em fazer algo bem-feito. O dinheiro é consequência”.

RIO 450

Na parte final da Aula Magna, Leite falou de seu caso de sucesso mais recente. A marca Rio 450, em comemoração aos 450 anos da capital fluminense, no ano de 2015. Como preâmbulo para a exposição, orientou os estudantes a sempre pensar como designers estratégicos. “Vocês têm de estudar marketing, comunicação e psicologia profundamente. Quem não souber, vai virar operador de Bureau (estúdio de design)”, disse.

Com o mote de ser “uma marca aberta para uma sociedade em rede”, o CEO explicou que a necessidade era a de fazer uma marca que deveria ter a premissa do diálogo, ser aberta, ou seja, todos poderiam usar sem pagar pelos direitos, ser coletiva e com uma narrativa que integrasse as pessoas, e, finalmente, que fosse identificada por elas.

Além de mostrar o processo criativo, ele trouxe diversas aplicações da marca, que iam desde o mobiliário urbano até as redes sociais, passando por associações com outras marcas, como a Coca-Cola. Esse processo foi destacado por Leite: “Esta marca tinha de ser aberta. Assim teríamos exposições utilizando a verba de marketing das empresas que a replicaram”. 

Marca dos 450 anos do Rio de Janeiro desenvolvida pela Crama.

Marca dos 450 anos do Rio de Janeiro, desenvolvida pela Crama

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Quem Escreve?

imagem de guyalmeidajr

Guy Almeida Jr.

é jornalista e mestre em Comunicação e Práticas de Consumo, foi editor da revista e blog ESPM+ (entre 2008 e 2014). Atualmente é editor e co-criador do +ESPM.

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