Menssagem de erro

  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Trying to get property of non-object em espm_blog_banner_post_node_access() (linha 30 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/modules/custom/espm_blog_banner_post/espm_blog_banner_post.module).
  • Notice: Undefined variable: crumbs em blog_espm_breadcrumb() (linha 27 de /var/www/html/espm/portal/www/sites/blog/themes/blog_espm/template.php).

O conteúdo pede passagem

Autor: Gabriela Lapagesse
07 nov
ESPM Rio recebe o Digital Day e palestras lotam auditório
Paulo Ziliotto da Adidas falou das iniciativas em conteúdo da marca esportiva. Foto: Equipe Audiovisual ESPM Rio

Pensar sempre nas pessoas e, em especial, no público para o qual se deseja produzir conteúdo. O que elas consomem, o que querem ver, com o que se identificam. Todo este olhar cuidadoso foi debatido, no dia 20 de outubro, durante o Digital Day, evento do Interactive Advertising Bureau (IAB) em parceria com a ESPM Rio. O auditório da unidade estava lotado para ouvir o que profissionais renomados de grandes marcas, como Buzzfeed, L’oreal, Adidas, Twitter, Yahoo e Diip, tinham a dizer sobre mídia interativa.

O diretor de estratégia de mercado da Buzzfeed, Bruno Belardo, explicou que a empresa foi criada há 10 anos com o objetivo de ser uma espécie de laboratório de conteúdo e que foi eleita a mais inovadora de 2016. “Estamos sempre a um passo atrás da mudança. Pensamos: onde as pessoas consomem conteúdos e o motivo pelo qual eles são importantes para elas? Pensamos sempre nas pessoas e a fórmula deu certo, tanto que as pessoas passaram a consumir os conteúdos diretamente das redes sociais. Percebemos isso e fizemos perfis da Buzzfeed em todas as redes sociais, mas compreendendo as diferenças entre elas”, comentou Bruno, que revelou ainda que em 2012 a Buzzfeed teve seus conteúdos 100 milhões de vezes consumidos em um mês. Em 2016, o número saltou para 7 bilhões.

Conteúdos voltados para público específico

Ainda de acordo com Belardo, outro segredo é estar atento a casos que estão acontecendo e que podem chamar a atenção do público e, também, não fazer conteúdos para todos, mas sim dividi-los para grupos específicos, que vão se identificar e compartilhar. “Quando a gente pensa em conteúdo, a gente sempre foca no individual. Por exemplo, as pessoas canhotas. Elas vão se identificar, compartilhar e, durante este processo, podem até mostrar outras características em comum com o seu grupo que a gente da Buzzfeed não tinha reparado e que, a partir disso, pode produzir novo conteúdo”, apontou.

O diretor também citou o caso de sucesso do Tasty, que tem apenas um ano. Nele, são compartilhados vídeos de receitas feitas de maneira simples e rápida. O projeto tão deu tão certo que ganhou a sua versão brasileira. “O Tasty surgiu a partir de um funcionário da Buzzfeed que fez um vídeo cozinhando e percebemos como aquilo dava certo, mostrando apenas as mãos da pessoa e colocando a câmera em cima. A qualidade do conteúdo garante que ele chegue para as pessoas certas”.

Outro a falar foi o gerente de mídia da L’oréal, Renato Aníbal, que explicou ser missão da empresa levar conteúdo de beleza de qualidade, focando no público certo. “Quando você está navegando na internet e surge um vídeo é preciso pensar que aquele conteúdo tem que ser suficientemente bom para que as pessoas não queiram pulá-lo. Atualmente, 50% das empresas aumentaram o investimento em marketing de conteúdo porque é importante você entender para quem você está falando e o que este público específico quer”, explicou Aníbal, reforçando que qualquer campanha da marca começa com um propósito, uma verdade, a de tornar a beleza acessível a todos, um manifesto da L’oréal.

Para ter uma identidade mais direta com o público, a marca criou seis canais, que não são sites dos produtos, mas sim sites de conteúdos diferentes, que englobam L’oréal Paris, Fructis, Nielly Gold. Ainda segundo o gerente, houve uma preocupação em transformar comerciais da TV para a internet, mudar a linguagem, colocar mais música, por exemplo, o que tornou as campanhas mais eficientes. Ele citou também o caso de um comercial feito com a cantora Anitta, cujo objetivo era lançar um novo produto de hidratação para os cabelos. Em um dia de exibição na internet, o vídeo já tinha alcançado mais de 4 milhões de visualizações.

Na sequência, o managing editor da Adidas, Paulo Ziliotto, apresentou toda a transformação e investimento que foram feitos para que a marca se comunicasse melhor com o público, especialmente na internet. Ele mostrou a diferença das publicações que eram feitas no início de redes sociais como o Instagram e como elas evoluíram com o tempo. “Houve um grande investimento em Relações Públicas da marca, nas redes sociais da Adidas, em influenciadores e em patrocinadores. O uso de influenciadores da internet associado a marca ajuda, mas tem que ser bem pensado. Nós decidimos fazer isso apenas com aqueles que a gente entendia que se relacionavam bem com o público que a gente queria atingir e, mais ainda, com aqueles que realmente gostavam e usavam a Adidas, que não preferiam outros produtos. Isso trouxe muito mais verdade e, consequentemente, chamou mais a atenção das pessoas”, explicou Ziliotto, contando o caso da atriz Bruna Marquezine, que é parceira da Adidas e que, por isso, topou que fossem feitas fotos dela usando produtos da marca e a publicação deste conteúdo, mesmo nas redes sociais pessoais dela, foi pensada em conjunto com a marca.

Investimento em vídeos

Seguindo a mesma linha dos influenciadores, a Brand Strategy Lead - Niche do Twitter, Thaiza Akemi, falou da estratégia da empresa em investir nos criadores de conteúdo. “O Twitter passou por mudanças e hoje nem se considera mais uma rede social, mas sim uma rede de conteúdo. Passamos a investir em vídeos, na produção deles com a presença de influenciadores da internet, pessoas que trazem naturalmente o público, mas focando também na qualidade deste material. Este processo deu tão certo que acabamos levando estes vídeos para a TV”, contou.

Ainda de acordo com Thaiza, o vídeo é um formato que permite contar diversas histórias e os influenciadores da internet são usados como co-criadores, porque eles já têm muito bem definido para que público falam e que conteúdo produzem, então podem fazer parte da construção deste processo.

O diretor de soluções do Yahoo, Marcelo de Paulos, comentou o crescimento do uso do celular na visualização de conteúdo. Segundo ele, em 2014, o Brasil era o 8º país no ranking que mobile adicts, ou seja, pessoas que olham o celular cerca de 30 vezes ao dia. Em 2015, segundo ele, ficamos em 4º lugar e em 2016, passaremos os EUA. De acordo com Marcelo, as pessoas passam 2h40 por dia olhando o celular e esse dispositivo tem se mostrado tão poderoso que, mesmo no horário nobre da televisão, à noite, em 94% das vezes as pessoas mexem nos celulares e prestam mais atenção neles que na TV. Isso também se traduz nos vídeos, que estão sendo mais vistos em celulares e tablets que em televisão.

Ainda de acordo com Paulos, o consumidor está cada vez mais resistente aos conteúdos aleatórios e marcas que buscam chamar sua atenção com banners coloridos e material publicitário genérico. Nesse cenário, destacam-se os native advertisings, que é um formato de publicidade que permite veicular campanhas sem interromper a navegação, priorizando assim a experiência do usuário. Segundo o diretor, o formato de native video ads ainda é pouco usado no Brasil, mas tem ganhado força. “Estes vídeos contam com visualizados com apenas três segundos, então é importante que a marca apareça logo no início. A duração total deles deve ser de, no máximo, 15 segundos. É um novo modelo que a gente tem que pensar, é interessante chegar ao público que está interessado no produto e é sempre importante pensar nas pessoas, no que elas querem ver”, concluiu.

Fim do trabalho fixo

A futuróloga e co-fundadora da DIIP, Camila Ghattas, fez uma palestra voltada para o futuro, sobre o que se pode esperar do mercado e o entendimento da tecnologia como algo natural. “A gente não vai mais precisar de emprego para entender que está trabalhando. Vão ser trabalhos on demand, ou seja, vão precisar da gente para executar aquela determinada função, com isso os trabalhos fixos perderão a função. O que a gente tem que entender como habilidade para o futuro é se expressar bem e ter cada vez mais intimidade com os meios digitais. Vamos deixar de ser empresas e nos transformar em plataformas. Vamos pensar em intra-empreendedorismo”, explicou Camila, que disse ainda que não haverá mais espaço para o pensamento linear.

Mas sem discurso fatalista. Para ela, o ser humano não vai perder o seu lugar para as máquinas. “O diferencial humano está no pensamento, na capacidade de encontrar soluções novas e diferentes. A máquina, seja ela qual for, fará aquilo para o qual ela foi programada. É por isso que a gente tem sempre que pensar em formas de nos reinventar, de ler o mundo a nossa volta, de entender o que o público está querendo. Você pode ter uma vida tranquila e o seu trabalho ser o seu canal no Youtube, por exemplo. Isso ainda causa uma certa estranheza hoje em dia, em especial das pessoas mais velhas, mas isso tem que começar a ser internalizado na gente”, concluiu.

 

  • Compartilhe:

Quem Escreve?

imagem de Gabriela Lapagesse

Gabriela Lapagesse

é jornalista formada pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso, com MBA em Relações Internacionais pela Fundação Getúlio Vargas. Teve passagens pelas redações do Jornal O Globo, TV Globo, Band, SBT, Jornal do Brasil, Bandnews FM, CBN. Atualmente é assessora de imprensa da ESPM Rio

Relacionados