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Escrever bem e ir para a rua

Autor: Catia Bandeira
10 ago
Moisés Mendes alimenta o ímpeto de ser repórter na Aula Inaugural de Jornalismo na ESPM-Sul
Moisés Mendes conversando com os estudantes de jornalismo da ESPM-Sul. Foto: Iago Vilela

A professora Adriana Kurtz, do curso de Jornalismo da ESPM-Sul, deu as boas-vindas e apresentou o jornalista Moisés Mendes aos estudantes como uma referência em elegância. Aos 63 anos – dos quais 27 como repórter no jornal Zero Hora, como fez questão de se identificar, trajetória encerrada em 2016, como articulista –, Moisés é elegante, sim, sereno, transparente e apaixonante ao falar de jornalismo. A palestra “O jornalismo e o papel do articulista político no Brasil pós-Lava-Jato”, que compôs a Aula Inaugural do curso, lotou o Estúdio de Telejornalismo da ESPM-Sul, na manhã de 5 de agosto, a ponto de algumas pessoas terem assistido em pé.

O evento foi uma iniciativa do Núcleo de Estudos em Jornalismo (NEJOR/ESPM-Sul), que é coordenado por Adriana, também jornalista. “Falta luz e racionalidade para iluminarem estes tempos sombrios, por isso, trouxemos o Moisés”, esclareceu ela. E o principal recado do convidado, exatamente para buscar a iluminação foi: “Não entrem nessa de que produção de conteúdo se faz em casa, tem que ir pra rua, as coisas estão esperando o repórter na rua”.

Moisés parte do pressuposto de que o papel do jornalista – chamem ou não de romântico – é inquietar, provocar e ajudar as pessoas. “Jornalista não pode ser reacionário, caso contrário, não prospera. A premissa e o desafio são tentar ajudar a esclarecer grandes questões. Eu, por exemplo, tenho me dedicado ao racismo, à homofobia, cotas raciais e xenofobia. Grandes jornalistas são transgressores e desafiaram o contexto político. Mas isso não quer dizer que tenham de ser de esquerda. Eu não sou ‘lulista’ nem ‘dilmista’”, garantiu.

E, para ele, não existe neutralidade. Ok, o jornalista pode operar com um pouco de distanciamento, no entanto, o repórter sempre tem presença notada, não é neutro. E, por falar em reportagem, Moisés aponta o juiz Sérgio Moro como o repórter da Operação Lava-Jato. “Os jornalistas brasileiros deram contribuição escassa à Lava-Jato, na verdade, fracassaram”, defendeu o agora blogueiro e articulista no Jornal Extra Classe on-line. “Estou me sentindo como um guri no Extra, ainda que eu seja um dinossauro. Talvez até por inércia, vou resistindo”, disse e suscitou sorrisos cúmplices da plateia.

Um outro desafio está em imaginar a produção jornalística do futuro. Moisés a visualiza em pequenos grupos e não mais em grandes redações. O próprio Extra Classe foi citado como exemplo dessa vertente contemporânea. Até porque as redações se tornaram muito caras. Um jornal que, hipoteticamente, contabilizava 150 mil exemplares por dia e depois cai para 80 mil não se paga. “E, para fazer este novo jornalismo, vocês precisarão saber escrever. Os profissionais mais procurados são aqueles que fazem diferente, que possam ser autores. É o que vai diferenciar nas mídias.”

Ao final, o convidado ainda deu opiniões pontuais sobre temas candentes e contemporâneos do jornalismo. Como sobre a integração vídeo e texto: “É imprescindível saber combiná-los e equilibrá-los”, disse e também comentou sobre a censura: “Não acho que exista nas redações, mas, claro, sempre alguém exerce um controle e, ao mesmo tempo, há limites naturais. A gente não diz sempre o que pensa. Seja em uma redação, nas empresas ou nas famílias, há controles que podem caracterizar censura”.

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Quem Escreve?

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Catia Bandeira

Jornalista pela UFSM, com MBA em Jornalismo com ênfase em Gestão e Novas Mídias pela ESPM Sul. Atuou durante 15 anos em mídia impressa, 13 dos quais na editoria de Esportes da Zero Hora, como repórter e editora. Desde 2004, dedica-se à comunicação corporativa.

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