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Jornalismo, um produto de consumo

Autor: Guy Almeida Jr.
01 mar
Leituras de um jornalismo em tempos de redes sociais digitais

Leonardo Stamillo ministrando a Aula Inaugural de Jornalismo na ESPM-SP. Foto: Guy Almeida Jr.

O mundo precisa de #JORNALISTA foi o tema apresentado pelo diretor-editorial do Twitter para a América Latina, Leonardo Stamillo, durante a Aula Magna de Jornalismo da ESPM-SP, realizada em 24 de fevereiro, no Auditório Victor Civita.

Segundo o convidado, a motivação de sua palestra foi mostrar aos estudantes que existem jornalistas no Twitter e em locais que não são as tradicionais redações, provando que há diversas possibilidades de trabalho e, especialmente, de negócios para a área. “Existe um discurso derrotista de jornalistas, mas o momento é de a gente refletir sobre o que é o modelo de negócio”, disse Stamillo, defendendo a ideia de que o jornalista deve também ter noção do que é o produto jornalismo: “Tão importante quanto o conteúdo é a experiência pela qual as pessoas consomem jornalismo”.

Dois cenários foram considerados pelo convidado para confirmar suas considerações sobre a área: o fato de que nunca se produziu tanto conteúdo na história da humanidade e o Brasil ser o país onde as pessoas mais buscam conteúdos noticiosos.

Diante desse cenário, o jornalista deve compreender seu leitor como um consumidor. “Agora a gente precisa procurar para saber onde este consumidor está”, enfatizou Stamillo, alertando que os conteúdos produzidos devem ter pertinência e que a percepção do jornalista é fundamental para esse discernimento: “As pessoas querem o conteúdo na hora em que elas querem consumir. As pessoas estão passando pelos meios de comunicação de forma muito rápida”, justificou.

Esse fenômeno foi considerado pelo convidado como o fim do monopólio de audiência. “O anunciante que sempre pagou não vê mais no espaço do jornalismo como o melhor espaço para fazer sua marca chegar nas pessoas. As marcas conversam sozinhas e diretamente com seus consumidores”, explicou.

Neste contexto, emergem as redes sociais, como o Twitter, que publica diariamente cerca de 500 mihões de posts. Para Stamillo, o jornalista deve olhar para esses dados e extrair tendências e informações. “O jornalista de redação não sabe usar muito isso, mas é importante para oferecer ao consumidor o que ele quer receber. Hoje, as redes sociais pautam o noticiário”, aconselhou.

Para ilustrar, trouxe o gráfico de postagens no Dia Internacional da Mulher de 2015 (8 de março), quando, durante um pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff, duas hashtags (#DilmadaMulher e #VaiaDilma) disputavam espaço no Twitter. “Esses dados puros não dizem nada, precisamos de pessoas para traduzir à sociedade”, explicou.

Stamillo apresentou um diagrama explicando como a atividade jornalística funciona no Twitter, a partir de quatro eixos: detectar, produzir, distribuir e engajar. “O jornalismo está no DNA do Twitter, especialmente na questão do real-time”, falou para explicar a detecção. Falou também do Dataminr, ferramenta que desenvolve um algoritmo para identificar o Breaking News (últimas notícias), com base no cruzamento de informações, como localização, tempo, procedência etc. “Não é informação pronta para ir pro ar”, disse para explicar a segunda etapa, a da produção do conteúdo.

Nesta etapa, ele mostrou o Moments, produto do Twitter que se propõe a construir automaticamente narrativas com postagens de usuários em torno de temas que estão “bombando” naquele instante. Segundo Stamillo, é uma plataforma para ler história. “Moments leva o melhor conteúdo para as pessoas em apenas um instante, assim a gente precisa entender o ato de consumo do usuário”, explicou.

Sobre a distribuição, o convidado refletiu sobre o que cada rede tem de mais forte para o produto. “No caso do Twitter é o real-time (tempo real) e o fato de falarmos para além dos seguidores”. Em sua visão, o jornalista deve “embarcar” o conteúdo na tendência que a rede está sendo apresentada em tempo real.

Por fim, falou do engajamento que trata de compartilhamento e que para ele é o ponto em que se cria as experiências de consumo. Para tal, apresentou cases como o Debate Presidencial de 2014; a final da Copa do Brasil 2014, entre Cruzeiro e Atlético Mineiro; e a parceira do Jornal O Estado de S. Paulo para informar sobre as linhas do Metrô em São Paulo. “Se na minha época ser jornalista era importante, hoje, é importante o jornalista programador que saiba minerar dados”, encerrou.

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Quem Escreve?

imagem de guyalmeidajr

Guy Almeida Jr.

é jornalista e mestre em Comunicação e Práticas de Consumo, foi editor da revista e blog ESPM+ (entre 2008 e 2014). Atualmente é editor e co-criador do +ESPM.

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