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Relações internacionais: a utopia e o futuro

Autor: Guy Almeida Jr.
25 fev
Diretor-geral do Instituto Rio Branco ministra Aula Magna na ESPM-SP

O embaixador Gonçalo de Barros e Mello Mourão (à esq.) durante a Aula Magna de RI da ESPM-SP. Foto: Marcela Bezelga

“O ser herói, Marília, não consiste/ Em queimar os Impérios: move a guerra,/ Espalha o sangue humano,/ E despovoa a terra/ Também o mau tirano./ Consiste o ser herói em viver justo:/ E tanto pode ser herói pobre,/ Como o maior Augusto.”

(Tomás Antônio Gonzaga,

Marília de Dirceu, Parte 1, Lira XXVII)

Deu poesia no Auditório Philip Kotler, na ESPM-SP. E não foi somente o trecho do poema acima, recitado pelo diretor-geral do Instituto Rio Branco, Gonçalo de Barros e Mello Mourão, durante a Aula Magna de Relações Internacionais (RI) na manhã de 23 de fevereiro.

Toda a palestra do convidado pode ser sintetizada como um convite poético ao estudante de RI para enveredar pela carreira diplomática. De forma elegante, simpática e extremamente otimista, o diplomata falou sobre a visão de um diplomata sobre os estudos das relações internacionais, pois, como bem frisou, de forma humilde: “Desconheço o campo de vocês. Um bacharel não é diplomata e diplomata não é um bacharel. Ambos se necessitam”.

Com 70 anos, o Instituto Rio Branco é a academia diplomática brasileira. Todo ano, a Instituição abre concurso para novos diplomatas seguirem carreira no Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores). A visita foi tida pelo convidado como uma parceria entre o Instituto e a ESPM, tanto que deixou aberto o convite à ESPM para ir ao Instituto apresentar o curso de RI.

“O que é RI para um diplomata?”, questionou-se o convidado no início de sua fala, e, logo na primeira resposta, procurou desconstruir o mito de que as relações internacionais só tratam de assuntos pessimistas: “O estudo das relações internacionais deve ser sempre voltado para a utopia. Não a do passado, mas a do presente e do futuro, para termos um mundo melhor”, respondeu.

Defendendo que a “diplomacia se move no campo do possível e está pautada sempre pelo melhor”, Mello Mourão apontou as relações internacionais como importantes para os momentos em que é necessário refletir em meio à rotina do diplomata.

E a história, a seu ver, é uma disciplina essencial nesses estudos, pois faz, segundo ele, uma relação do passado com o presente a partir do futuro: “As relações internacionais se pautam no passado, mas a partir do que queremos para o futuro. Os estudos devem contemplar o futuro para mudar o presente”, disse e complementou: “Para o futuro, devemos investir na utopia”.

Questionando se os estudos das relações internacionais podem transformar o mundo, Mello Mourão passou a falar da figura do diplomata brasileiro: “O diplomata brasileiro e o mundo contemporâneo nós sabemos quem são, agora qual o papel desse diplomata nesse mundo é que é a questão. O diplomata brasileiro tem o mesmo papel que os outros, a única diferença que pode nos fazer singulares é a capacidade de mudar o mundo”, defendeu e disse que as relações internacionais não devem ser pautadas pela guerra, mas pela capacidade de fazer amigos, uma característica do brasileiro. “E se o objeto desses estudos não for um exercício de guerra, mas projetar uma maneira de fazer amigos?”, provocou.

Segundo ele, devemos pensar as relações internacionais não como um processo de repetição do passado, mas como uma prática do amor, e, nesse ponto, destacou o brasileiro: “No hino nacional, o Brasil é pátria amada. O amor é a maior utopia que o homem tem. Apenas o amor pode criar uma nova categoria de diplomata. Um estudo voltado para a utopia é a arma de paz do diplomata”.

No final de seu discurso poético, o diplomata convidou: “Venho propor este outro convite: estabelecer o papel da diplomacia brasileira, que nos leve em direção à utopia e que seja uma escolha saindo da repetição do passado em sentido a uma nova Relações Internacionais. Sejam reféns do futuro!”. 

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Quem Escreve?

imagem de guyalmeidajr

Guy Almeida Jr.

é jornalista e mestre em Comunicação e Práticas de Consumo, foi editor da revista e blog ESPM+ (entre 2008 e 2014). Atualmente é editor e co-criador do +ESPM.

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