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O clima, o social e a mulher

Autor: Guy Almeida Jr.
28 jul
Mary Robinson é a convidada do Fronteiras do Pensamento e fala sobre desenvolvimento sustentável, clima, igualdade social e empoderamento da mulher
Durante a palestra, Mary Robinson fez questão de elogiar as políticas públicas brasileiras para erradicação da fome. Foto: Greg Salibian/Fronteiras do Pensamento

Em maio deste ano, a ESPM-SP firmou parceria com o Fronteiras do Pensamentopara a capital paulista. A série de eventos realiza mensalmente conferências internacionais com pensadores, artistas e líderes empresariais, nas quais a contemporaneidade serve como pano de fundo, e questões como política, sociedade, economia e meio ambiente são problematizadas sob as perspectivas do futuro. Na segunda-feira, 25 de julho, a diplomata e primeira mulher eleita presidente da Irlanda, Mary Robinson, foi convidada para falar a uma seleta plateia no Teatro Cetip, em São Paulo.

Apresentada pelo superintendente do iFHC, Sérgio Fausto, como alguém que carrega seus valores como prática de vida, reinterpretando-os conforme os novos contextos, Mary iniciou sua fala de forma simpática e bem-humorada, relembrando sua primeira vinda ao País, enquanto presidente irlandesa, nos anos 1990. “Eu tenho ótimas lembranças do Brasil e estou honrada de estar aqui nos 10 anos do Fronteiras do Pensamento”, declarou a convidada, que também foi alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e criadora da The Mary Robinson Foundation, instituição que promove justiça para pessoas prejudicadas pela mudança climática. Atualmente, é enviada especial das Nações Unidas para Mudanças Climáticas e chanceler da Universidade de Dublin.

Justamente as mudanças climáticas e suas relações com as desigualdades sociais e as questões de gênero que serviram de tema da palestra de Mary. “Quando bateram o martelo para o Acordo de Paris foi um momento de grande emoção. O acordo foi muito mais justo do que esperávamos”, disse enfatizando o acordo da ONU que, entre outras coisas, visa a manter o aumento da temperatura média global a menos de 2°C acima dos níveis industriais e promove esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

Para a ex-presidente, esse acordo foi o primeiro passo para o desenvolvimento sustentável, pois traz uma agenda de desenvolvimento universal. Mas, para isso, a cooperação entre os países é essencial. “Se falharmos em um ou outro caminho, falharemos em todos. Mais poluição de carbono irá representar mais riscos climáticos”, frisou.

O Brasil está fazendo a sua parte nesse contexto, apontou a convidada, e pode auxiliar ainda mais repassando suas expertises em áreas como a alimentação. “Vocês no Brasil já progrediram muito na questão da fome e têm muito a passar a outros países”, disse.

Sobre a relação entre o clima e a desigualdade social, Mary falou que as populações devem se capacitar para lidar com os impactos climáticos. Para exemplificar, citou a Etiópia, local onde viu as pessoas terem resiliência em relação aos impactos do clima e, assim, aprenderam a trabalhar o cultivo de áreas de outras maneiras, sendo dois fatores importantes: a propriedade da terra e o empoderamento das mulheres como agentes dessa transformação.

A diplomata continuou defendendo a tese de que todas as questões em torno do clima devem ter os direitos humanos como centro. “Nunca devemos esquecer que as mudanças climáticas ocorrem sobre as pessoas”, apontou. Por isso, ela insistiu que a cooperação para o desenvolvimento deve moldar o mundo de maneira mais justa, trazer equidade de gênero e direitos humanos e não deixar nenhuma nação defasada em relação às outras. “Necessitamos erradicar a pobreza, preservar o meio ambiente e combater a desigualdade social”, sintetizou.

No entanto, há questões a se resolver, muito deve ser feito. E isso não é algo simples, mas complexo, e a complexidade é o que a convidada chamou de caminho para o futuro. Segundo Mary, não há por que simplificar os problemas do clima, pois “as sociedades simplificam os problemas e eles persistem”.

Um dos grandes dilemas para a Agenda 2030 da ONU para o desenvolvimento sustentável é a questão do carbono, pois este está ligado historicamente ao desenvolvimento das nações: “Os países devem ser convocados a se desenvolver sem combustíveis fósseis. Todos os países precisam participar dessa transição desse tipo de combustível. A segurança das gerações futuras depende de uma transição para o carbono zero e sem desigualdades sociais”, colocou.

O contato com o público

Com a mesma simpatia demonstrada ao proferir sua palestra, a ex-presidente irlandesa respondeu às perguntas do público durante o debate, ao final dessa edição do Fronteiras do Pensamento.

Sob a mediação de Sérgio Fausto, ela falou não somente de meio ambiente, mas comentou sobre assuntos em pauta na sociedade, tais como a questão da emergência do nacionalismo, forças que ameaçam agendas mais progressistas e a polêmica saída da Grã-Bretanha da União Europeia. “O Brexit é um tipo de nacionalismo e xenofobia. A União Europeia serve para trazer paz à Europa e ao mundo”, considerou.

A questão dos refugiados também foi questionada, para tal, a ex-presidente respondeu: “Precisamos de uma melhor política para lidar com os refugiados, caso contrário, os partidos de extrema-direita se aproveitarão”. E completou: “Se todos os países fizessem como a Suécia e a Alemanha, que receberam os refugiados, os imigrantes ajudariam em muito a questão da população que envelheceu nesses países. Claro que alguns dos países veem a questão do terrorismo, mas isso é uma preocupação de quem foi lutar no Oriente Médio”.

Ao final, ainda foi questionada sobre a questão alimentar no mundo. “Devemos pensar o desenvolvimento sustentável a partir do tipo e da diversidade de alimento. A agricultura deve ser inteligente e praticada com base no clima”, e reiterou: “Na área de segurança alimentar, o Brasil tem ótimos exemplos que pode passar aos outros”. Na próxima edição do Fronteiras do Pensamento, em 31 de agosto, o palestrante será o escritor português Valter Hugo Mãe, autor dos romances A Máquina de Fazer Espanhóis e A Desumanização. Confira a cobertura no +ESPM.

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Quem Escreve?

imagem de guyalmeidajr

Guy Almeida Jr.

é jornalista e mestre em Comunicação e Práticas de Consumo, foi editor da revista e blog ESPM+ (entre 2008 e 2014). Atualmente é editor e co-criador do +ESPM.

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